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Introdução

No ritmo de um mundo que busca ser mais sustentável, a indústria do plástico tem se renovado ao oferecer alternativas que fogem da matéria-prima convencional.

Os números globais são positivos e os desafios para o setor são enormes. Especialistas da área afirmam que já há tecnologia madura para a fabricação de produtos a partir de biopolímeros, mas o custo mais elevado da matéria-prima — que pode chegar ao triplo do valor do plástico convencional — é um obstáculo a ser vencido.

Bioplástico ou “Plástico Verde”

Um bom exemplo de alternativa à matéria-prima convencional (de fonte fóssil) é o bioplástico, que não utiliza petróleo na composição. A procura por esse novo formato é expressiva: a Associação Europeia de Bioplásticos (European Bioplastics) estima produzir 1,7 milhão de toneladas de bioplásticos por ano.

Há pelo menos dez tipos variáveis conforme a matéria-prima e a utilização final — que vai da produção de sacolas e embalagens até próteses utilizadas na medicina. Além da versatilidade, o sucesso do “plástico verde” também se explica pela economia de energia para a produção e geração menor de gases de efeito estufa em comparação com o plástico tradicional.

Segundo a Associação Brasileira do Plástico (Abiplast), embora tenha as mesmas propriedades do plástico convencional, o bioplástico vem de matérias-primas como soja, amido de arroz, milho e cana-de-açúcar.

O bioplástico gasta cerca de 65% menos de energia e produz aproximadamente 70% menos gases de efeito estufa em comparação ao plástico tradicional, segundo o Mundo do Plástico.

Como a cana-de-açúcar é uma das principais fontes para bioplásticos, o Brasil se posiciona como um player natural nesse mercado global.

A diferença entre bioplástico e plástico biodegradável

O plástico biodegradável se origina de fontes vegetais como amido e celulose. Ao final de seu ciclo de vida, sofre processo de compostagem em até 180 dias pela ação de microrganismos, sob condições específicas de calor, umidade, luz, oxigênio e nutrientes orgânicos.

Para ser considerado biodegradável, um plástico deve passar por transformação química em que microrganismos o convertem em produtos atóxicos, como água e dióxido de carbono.

Classificação dos tipos de plástico

OrigemNão BiodegradávelBiodegradável
Fonte RenovávelBioplásticosBioplásticos Biodegradáveis
Fonte FóssilPlásticos ConvencionaisBiodegradáveis de Fonte Fóssil

Exemplos por categoria

Bioplásticos (não biodegradáveis)

  • Polietileno (PE) de fonte renovável
  • Politereftalato de etileno (PET)
  • Poliamida (PA)

Plásticos Convencionais

  • Polietileno (PE)
  • Polipropileno (PP)
  • Politereftalato de etileno (PET)

Bioplásticos Biodegradáveis

  • Ácido polilático (PLA)
  • Poli-hidroxialcanoato (PHA)
  • Polisuccinato de butileno (PBS)

Biodegradáveis de Fonte Fóssil

  • Polibutileno adipato co-tereftalato (PBAT)
  • Policaprolactona (PCL)

Fonte: European Bioplastics

Plástico Oxibiodegradável

Derivado do petróleo, o plástico oxibiodegradável tem sua fragmentação acelerada quando exposto a luz, oxigênio, temperatura e umidade, por meio de um aditivo pró-degradante. Sua principal diferença em relação aos biodegradáveis é não depender de bactérias para a degradação.

O aditivo presente no material faz sua degradação ocorrer em aproximadamente 18 meses, desde que exposto a estresse de manuseio, raios ultravioleta, calor e umidade.

Como ocorre a oxibiodegradação

  1. Fragmentação: o plástico é fragmentado pela reação com o oxigênio.
  2. Biodegradação: os fragmentos são umedecidos por água e as moléculas oxidadas são decompostas por microrganismos — como bactérias e fungos — em dióxido de carbono, água e biomassa.

Plástico Compostável

Plástico compostável é aquele capaz de sofrer decomposição biológica a partir de um processo adequado de compostagem. De modo geral, decompõe-se em água, dióxido de carbono e biomassa.

Diferentemente do plástico biodegradável, o compostável produz adubo, pois se desintegra junto a materiais orgânicos em usinas de compostagem ou em composteiras domésticas.

Muitos fabricantes ainda não adotaram os materiais compostáveis por acreditarem que embalagens à base de matérias-primas vegetais não cumprem todas as especificações necessárias para prolongar a vida de prateleira. Ainda assim, diversas empresas já investem na produção e comercialização desse tipo de embalagem.

Vantagens da compostagem

  • Formação de água, chorume não tóxico e biomassa (húmus) no processo de decomposição
  • Benefícios para o meio ambiente e saúde pública, tanto em contexto urbano quanto rural
  • Redução de resíduos sólidos destinados a aterros

É necessário, porém, um sistema adequado para que a compostagem seja efetiva em grande escala.

Faça parte do Movimento!

Compartilhe esse conhecimento com o maior número de pessoas possível e contribua para que o plástico tenha um tratamento e destino corretos.